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Histórias de Sucesso do Curso de Engenharia de Produção!

 

Egressa de Engenharia de Produção implanta biodigestor em propriedade da família
Jordana Noschang participou do Projeto Biogás, atualmente BioAgroPec, quando acadêmica da Faculdade Três de Maio

São muitas as histórias de acadêmicos que transformam o aprendizado e as experiências vividas durante a faculdade em ações práticas para as empresas em que atuam ou em negócios próprios. Um destes exemplos é o da egressa do curso de Engenharia de Produção da SETREM, Jordana Noschang, que implantou um biodigestor na propriedade de sua família, na Linha Divisa, em Santo Cristo. A história, no entanto, começou há alguns anos, conforme explica a engenheira: "Desde que fui convidada pela SETREM para participar do Projeto Biogás, hoje denominado BioAgroPec, tive um interesse muito grande por esta área. Quando sai do Projeto, pensei em adaptar algo para as pequenas propriedades, aquelas que possuem uma ou duas cabeças de gado ou um ou dois suínos, onde não existe tanto volume de dejeto para abastecimento”, conta.

Jordana destaca que ficou com esta ideia em mente até que seu pai a informou de uma feira que ocorreria no município de Senador Salgado Filho, na qual a EMATER apresentaria em seu estande um biodigestor caseiro. "Não tive dúvidas. Visitei o estande e me deparei com um biodigestor de materiais de fácil acesso e baixo custo. Tive então a iniciativa de montar um em minha casa. O objetivo inicial foi mais voltado para teste e o aprimorando ocorreu a partir do conhecimento adquirido junto ao Projeto da SETREM, sempre observando o conceito de uso de materiais que não acrescentassem custo”, explica.

O uso de materiais acessíveis envolveu, por exemplo, a implantação do filtro de ácido sulfídrico no biodigestor implantado pela engenheira, algo que o modelo que conheceu na feira não possuía. "O resultado foi muito melhor do que o esperado. Cozinhamos com biogás e aquecemos água. Porém, em um determinado período de sua produção, o gás não queimava. Desconfiei do pH do dejeto e fomos consultar a EMATER, que emprestou um medidor de pH digital, conheceu o nosso biodigestor e fez o convite para que nós o expuséssemos na 5aMostra da Agricultura Familiar, em Santo Cristo, no estande energias alternativas, onde o biodigestor caseiro de baixo custo foi uma de suas atrações”, conta Jordana.

Ela destaca ainda que a construção e a manutenção do biodigestor é realizada por todos os moradores da propriedade, envolvendo toda a família no processo: pai, mãe, marido e ela mesma. "Este projeto terá, com certeza, continuidade, pois existem aspectos ainda em teste, como a utilização do biogás em botijões e variação de tipos de dejeto, além das vantagens que ele apresentou para nós. Entre elas, destaque para a produção de biogás e a possibilidade de utilização do biofertilizante na horta, proporcionando uma propriedade mais limpa, além de fazermos a nossa parte para a preservação da camada de ozônio e do meio ambiente”, conclui Jordana, Engenheira de Produção formada na SETREM.


Acadêmico da SETREM desenvolve produto inovador e aprova artigo em evento nacional
Willian Werle Borré é formando do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial.

 

Willian Werle Borré, formando do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da SETREM, com a orientação da professora Márcia Stein, Mestre em Engenharia de Produção, aprovou artigo científico para apresentação oral no XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP).

O evento ocorrerá no mês de outubro, na Universidade Federal de São Carlos, no Estado de São Paulo e é considerado o maior desta área de estudo no país. Em 2009, o encontro realizou-se em Salvador/Bahia e reuniu além da comunidade acadêmica, empresários, consultores, engenheiros e administradores de todo o país, tendo ainda participação de representantes dos Estados Unidos, China, Inglaterra, França, Nova Zelandia, Espanha, Portugal, México, Argentina e Chile.
 
O trabalho aprovado, denominado ‘Desenvolvimento de Salame de Frango’, é resultado de ações executadas no componente curricular ‘Prática de Produção III’. Segundo a professora, o trabalho é inédito, já que se constitui pela combinação do frango com o processo de defumação. No atual mercado encontra-se somente salsichão de frango ou defumados de origem bovina e suína. "Esta publicação acadêmica demonstra além do seu ímpeto de inovação, o resultado real da interação teoria e prática, gerando a construção e disseminação do conhecimento”, conclui.

Acadêmicos da SETREM criam equipamento inovador para envase de melado

O produto será patenteado em breve pela instituição de ensino, estudantes autores e a Jardinox, que executou o projeto a partir de um protótipo.

Na foto, um dos professores orientadores do projeto, Alexandre Chapoval Neto; o proprietário da Jardinox, José Inácio Stürmer; o coordenador do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial, Jonas Rigonanzo e os acadêmicos, Tânia Regina Seiboth e Adelar José Naressi.

No mercado brasileiro existem inúmeros equipamentos que realizam envase de produtos oriundos da cana-de-açúcar, exceto para o melado. Com textura viscosa exige manejo diferenciado, solução até então não encontrada por pesquisadores.

O envasilhamento, última etapa do processo de produção, é feito por produtores de forma artesanal, na maioria das vezes com uma colher, tornando-se um procedimento bastante lento. Sabe bem disso Valmir Schuh, 34 anos, sócio-proprietário da Agroindústria Santo Antônio, de São José do Inhacorá. Foi ele quem solicitou aos estudantes da SETREM a criação de um equipamento que facilitasse este trabalho.

Para produzir o Melado Seis Amigos, todos os dias Valmir acorda às 6h30min da manhã. Inicia o trabalho no engenho com a matéria-prima deixada na tarde anterior, pelo sócio Ivaldo Rohr. Diariamente tritura aproximadamente uma tonelada de cana-de-açúcar e produz cerca de 100 quilos de melado. "A cana permanece cinco horas no fogo e uma hora e meia no batedor. Quando pronta, levamos quase duas horas para colocar o produto nas embalagens e fazer a pesagem”, revela.

E a tarefa do empresário não termina por aqui. Precisa ainda encaminhar a produção à comercialização feita no município, em Três de Maio e Independência.  "Se pudéssemos economizar tempo seria muito importante.”

Por acompanhar o cotidiano de produtores rurais de São José do Inhacorá, Adelar José Naressi, funcionário da Emater e acadêmico do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da SETREM, trouxe a questão para dentro da sala de aula e iniciou o projeto na disciplina de Automação. A idéia entusiasmou a colega Tânia Regina Seiboth, que paralelamente dentro do Programa de Incentivo a Pesquisa SETREM (PIPS), também realizou estudos.

A dupla orientada por professores dedicou-se cerca de um ano ao projeto. Para Adelar, que estava no último semestre do curso, a pesquisa resultou ainda em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Sua colação de grau ocorreu no mês passado.

Mas foi com os recursos do PIPS e da Jardinox que o produto saiu do papel e ganhou formato comercial. "O trabalho realizado em duas horas por Valmir, pode ser feito em apenas 10 minutos com a envasadora, além de deixar este processo mais higiênico”, destaca Adelar.

O equipamento tem automação eletropneumática, ou seja, na falta de luz, continua a trabalhar por meio da pressão de ar, acionado com o pé. Tânia destaca que a envasadora foi criada como foco no melado, mas também pode ser utilizada para outros produtos, (derivados de leite e geléias) até com maior eficiência. "O equipamento deve ser patenteado em breve numa parceria entre instituição de ensino, os autores e a Jardinox”, diz Tânia.

Para José Inácio Stürmer, proprietário da Jardinox, empresa que atua há 20 anos no mercado e investe na produção de tanques rodoviários, o momento é de buscar novos projetos. "É importante incentivar a pesquisa. Além de criar equipamentos que facilitam a vida do empresário, aumentando a produção e diminuindo custos, contribuímos para o desenvolvimento regional em razão da disseminação de tecnologia.”

Agroindústria: fonte de renda para o pequeno produtor

A agroindústria é um dos principais segmentos da economia brasileira, pois garante o desenvolvimento sustentável do meio rural, oportunizando principalmente ao pequeno produtor, alternativa de sobrevivência e subsistência ao agregar valor aos produtos.

Segundo dados da Emater/RS Ascar de Santa Rosa, 70% das propriedades rurais da região Fronteira Noroeste possuem área inferior a 20 hectares, fator que exige dos produtores diversificação de culturas e atividades para permanência no campo. A entidade destaca que em 45 municípios da região, existem cerca de 557 agroindústrias (formais e informais). Destas, 161 são voltadas ao processamento de mel, geléias, polpa de frutas e derivados de leite. 13% utilizam a cana-de-açúcar.

Valmir Schuh, sócio-proprietário da Agroindústria Santo Antônio, faz o envase do melado com uma colher e destina cerca de duas horas diárias a esta tarefa. Com a envasadora o trabalho poderia ser efetuado em 10 minutos.

Mais uma formanda em Engenharia de Produção é aprovada no Mestrado da UFSM

Poucos dias depois de recebermos a notícia da conquista de uma vaga no Mestrado de Engenharia de Produção (Qualidade e Produtividade) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pela formanda Ana Maria Fabricio, temos a alegria em confirmar a aprovação da acadêmica Elisângela Pinheiro, 27 anos, no Mestrado de Engenharia de Produção (Gerência de Projeto), da mesma universidade.

Filha de agricultores da localidade de Bom Conselho, em Quaraim, interior de Três de Maio, realizou o Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial na SETREM por meio de bolsa de estudos do Programa Universidade Para Todos (Prouni). E quem conhece a sua história, não imagina como chegou tão longe.
 
De família simples e poucos recursos financeiros, parou de estudar na 4ª série do Ensino Fundamental. Os pais não tinham condições de custear o transporte escolar até Vila Quaraim. "Voltei aos bancos escolares apenas quatro anos depois, em razão do pedido e auxílio do Conselho Tutelar. Completei o Ensino Fundamental no Colégio Princesa Isabel e o Ensino Médio e Técnico em Administração, no Instituto Educacional Cardeal Pacelli”.
 
Vitoriosa, conta que as adversidades vividas serviram como estímulo e incentivo, principalmente na graduação que exigiu muita dedicação. No entanto, destaca, ao chegar ao final do curso, sua identificação com os objetivos e ritmo de trabalho propostos pela instituição. "Almejava o mestrado e esta aprovação é, sem dúvida, consequência de meu esforço aliado à qualidade do ensino da SETREM.”
 
O projeto ‘Análise de Variância Aplicada à Mensuração da Umidade da Soja’, foi elaborado com base em Trabalhos de Conclusão de Curso de colegas, na empresa COCEAGRO, de Cruz Alta. "Ao concluir o mestrado quero voltar à SETREM para fazer a minha parte e contribuir para o desenvolvimento do curso de Engenharia”.